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19/07/2010
DPOC
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é, na verdade, um espectro de doenças que inclui BRONQUITE CRÔNICA (inflamação pulmonar por irritação) e ENFISEMA pulmonar (destruição do tecido pulmonar com perda de elasticidade).

Com o aumento progressivo da longevidade ocorrido na segunda metade do século XX e o enorme contingente de fumantes, a DPOC, rara no passado, passou a afetar grande número de indivíduos, estando entre as cinco enfermidades mais prevalentes.

A DPOC é uma doença insidiosa que se instala no decorrer de anos. Geralmente, começa com discreta falta de ar associada a esforços como subir escadas, andar depressa ou praticar atividades esportivas. Como os sintomas são discretos, costumam ser atribuídos ao cansaço ou à falta de preparo físico. Com o passar do tempo, porém, a dispnéia (falta de ar) se torna mais intensa e surge depois de esforços cada vez menores. Nas fases mais avançadas, a falta de ar está presente mesmo com o doente em repouso e agrava-se muito diante das atividades mais corriqueiras. Tomar banho em pé, por exemplo, fica impossível; andar até a sala, um esforço insuportável.

Diagnóstico

Nas fases iniciais, o comprometimento da função pulmonar pode ser assintomática. Embora a "tossinha" do fumante e a hipersecreção de muco posssam fazer suspeitar da enfermidade, não constituem sintomas obrigatórios nem indicativos de maior extensão do dano respiratório. Por essa razão, para fazer o diagnóstico é fundamental avaliar a função ventilatória pela espirometria, um exame não-invasivo. Para realizá-lo, o paciente sopra o ar dos pulmões num aparelho que mede os parâmetros associados à capacidade pulmonar.

É recomendado o exame, a todos os fumantes, anualmente, a partir dos 45 anos de idade. Alguns especialistas recomendam que toda pessoa que fuma há mais de 10 anos, faça o exame, independente da idade.

Tratamento

Diversos estudos demonstram que o único tratamento médico capaz de aumentar a sobrevida dos portadores da doença é a oxigenioterapia. O doente respirando com dificuldade com um cateter nas narinas ligado ao tubo de oxigênio, é a imagem clássica da doença.

Parar de fumar é decisivo para o futuro dos que apresentam declínio progressivo das provas de função respiratória. Quando isso acontece em pacientes com pequeno grau de obstrução das vias aéreas causada pela fumaça do cigarro, a interrupção é associada à melhoria imediata da função pulmonar. Ao contrário, nos que continuam a fumar, uma vez alteradas, as provas funcionais sofrem declínio rápido e progressivo.

Drogas broncodilatadoras e os anticolinérgicos estão indicados para aliviar os sintomas associados à produção e eliminação das secreções. O uso de derivados da cortisona por via inalatória pode reduzir a frequência de exacerbações dos sintomas respiratórios, mas seu uso prolongado está associado a efeitos indesejáveis.

Técnicas de FISIOTERAPIA de reabilitação respiratória aumentam a resistência aos esforços e melhoram a qualidade de vida.

Todos os portadores de DPOC devem receber anualmente uma dose de vacina contra a gripe e outra contra pneumococo, para evitar que a concomitância de processos infecciosos agrave o quadro respiratório.

 

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